A função de um sistema de arrefecimento é transferir calor do interior de um dispositivo para o meio ambiente. Não importa se ele é um motor de combustão interna, um compressor de ar, ou mesmo uma transmissão automática. Essa transferência pode ser feita de diversas formas. Mas, no universo automotivo, predominam apenas duas:

1- Insuflar ar sobre um conjunto de alertas, popularmente conhecido como “arrefecimento a ar”;

2- Circular um líquido no interior de galerias internas ao dispositivo e posteriormente resfriá-lo (para que possa continuamente repetir esse processo), popularmente conhecido como “arrefecimento a água”.

O sistema de “arrefecimento a ar”, devido sua extrema simplicidade, dispensa maiores explicações. No entanto, vale a pena comentar que a tensão da correia do ventilador e o confinamento do sistema como projetado pelo fabricante são imprescindíveis para o seu bom funcionamento.

Já o sistema que utiliza líquido é bem mais complexo, pois, envolve uma quantidade bem maior de componentes. E o bom funcionamento dele, depende do correto trabalho de cada uma dessas peças. Ou seja, se um falhar, todo o processo fica comprometido.

Neste ponto, o fluído tem uma grande responsabilidade. O uso prolongado de um produto inadequado pode, além de reduzir a eficiência do sistema, diminuir a vida útil dos componentes.

Do que é formado o fluído de arrefecimento?

Antigamente, quando os motores tinham potencias bem mais baixas e trabalhavam bem mais frios, a água servia como fluído de arrefecimento. Problemas como corrosão e ebulição ocorriam, mas, eram encarados com alguma tolerância.

No entanto, com o passar do tempo, o sistema de arrefecimento foi sendo cada vez mais exigido. Por isso, a água por si só, não servia mais, como fluído de arrefecimento.

Agora, esse componente, além de fazer o transporte do calor, também precisa:

  • Evitar corrosão do sistema;
  • Ter um ponto de ebulição elevado e ponto de congelamento reduzido (a pressão positiva do sistema é a principal razão para o aumento do ponto de ebulição, mas uma formulação química adequada também colabora);
  • Proteger as vedações e os demais componentes;
  • Ter reduzida tensão superficial: melhor penetração nos poros dos metais (protegendo contra o desgaste);
  • Lubrificar a bomba d’água e a válvula termostática;
  • Ter baixa condutividade elétrica: evita eletrólise no sistema;
  • Proteger da cavitação

E para isso, necessita de uma formulação química adequada e balanceada. Ou seja: cada tipo de motor e de sistema necessita de um fluído adequado.

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